Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarca para os Estados Unidos em uma missão patriótica internacional: “defender o Pix” diante do governo americano, que resolveu investigar se o sistema brasileiro anda atrapalhando os interesses comerciais dos EUA. Afinal, nada mais brasileiro do que cruzar a fronteira para convencer outro país de que o problema é dele.
Na próxima terça-feira, em Washington, Flávio participa de audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA. A expectativa é descobrir se um sistema de pagamento criado para facilitar a vida dos brasileiros também precisa de visto americano.
Como aquecimento diplomático, o senador enviou carta a Donald Trump oferecendo um pacote de gentilezas: fim das tarifas para o etanol americano, redução da carga tributária para as gigantes dos cartões de crédito e até a promessa de libertar o Brasil das “amarras do Mercosul”. Em troca, pede apenas uma pequena contrapartida: que os EUA suspendam por 180 dias as novas tarifas sobre produtos brasileiros. Uma negociação do tipo “leve três, pague um”.
No espetáculo patético e subserviente encenado pelo Zero Um, ele decidiu encarnar ao mesmo tempo dois papéis: incendiário e bombeiro. Segundo as pesquisas, quem corre os riscos de virar cinzas é a sua própria candidatura. (SP)